Prato vegan

Explicando o veganismo e a importância de construir um movimento para todos

No Brasil, chamamos de vegetariana uma pessoa que escolheu não comer nenhum tipo de carne, seja gado, porco, galinha, peixes e outros animais marinhos. Já uma pessoa vegana não consome nenhum produto de origem animal ou que use os animais em testes, mas — e essa é a parte mais importante — ela também tem um papel ético que consiste em lutar para que a sociedade pare de associar os animais a recursos que podem ser transformados em produtos.

É possível mencionar uma terceira classificação: a dieta ou os produtos à base de plantas (do inglês, plant-based) que diz respeito a pessoas, produtos ou marcas que não utilizam nada de origem animal, mas se ausentam da responsabilidade de lutar pela libertação animal da cadeia produtiva.

Existem muitos motivos para uma pessoa (ou uma marca) começar a transição para uma vida sem produtos de origem de animal. A destruição do meio ambiente é uma das principais, uma vez que a produção em larga escala de carne bovina desmata, ocupa muito espaço, torna o solo improdutivo e ainda demanda uma outra grande parcela de terra para plantar soja e milho transgênicos que vão alimentar o gado.

Quando estamos falando sobre veganismo, a essa questão também é adicionada a preocupação com a vida do animal. Os transgênicos, por exemplo, são alimentos geneticamente modificados para se adaptarem à demanda do mercado (melhor em menos tempo) e são tão recentes na história da humanidade que ainda não é possível saber seus efeitos na saúde à longo prazo: esses alimentos são a base da dieta dos bilhões de animais que são criados para o abate no mundo todo — e acabam sendo consumidos pelos seres humanos também. Além disso, as condições em que vacas, bois, galinhas e porcos, por exemplo, são criados também são questões cruciais para o veganismo: da mesma forma que a sociedade cobra por direitos humanos, os veganos também lutam pelos direitos dos animais, pois para eles não há uma hierarquia.

Em suma, o veganismo visa a libertação animal, isto é, para pessoas veganas, o principal motivo para aderirem ao movimento é ser contra a exploração deles pelo mercado. O veganismo é uma questão política e social que passa, sim, pelo consumo, mas vai para além dele. Dessa maneira, fica mais fácil de entender porque tantas pessoas tem falado sobre veganismo popular: um movimento que fala com mais pessoas e é acessível a todas e todos tem muito mais chance de triunfar em seus objetivos.

Quando resumido a uma tendência, uma ação limitada ao consumo, o veganismo se torna inacessível, pois acaba-se determinando que apenas pessoas com poder de compra terão acesso à ele. No Brasil, então, ele ficaria limitado às classes média e alta, majoritariamente branca, que, inclusive, sempre mantiveram a carne animal como um produto de status social que só recentemente (e não completamente) começou a chegar na mesa das classes mais baixas. Apenas um movimento de libertação animal popular tem a capacidade de fazer esse debate numa sociedade tão desigual quanto a brasileira.

Assim, para construir movimento vegano para todas e todos é importante apoiar pessoas e pequenos negócios que já começaram a fazer a sua parte. A informação tem um papel muito importante para mudar paradigmas e hoje existem diversas plataformas com o poder de potencializar vozes independentes. Respeito, acessibilidade e promoção de pequenas ações parecem um bom lugar para começar.

Confira abaixo algumas iniciativas que estão plantando sementinhas e que precisam de dispersores de sementes. 😉

 

@vegana.semgrana

@tymbae.veg

@eco.fada

@dayaveganpizzas

@samantaluz

@ecoativismo

@mussumcapoeira

@veganismo_simples

@periferia.preta.vegana

@imaginavegan

@sapavegana

@veganoperiferico

@cantinadoduds

 

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